terça-feira, 20 de março de 2012

E tudo começou...

 
... quando o Filipe disse que tinha de ir buscar o correio à Figueira da Foz. 
..."Se precisas vamos lá todos num instante!"... Vociferou um de nós!
A recolha do correio era a nossa tarefa para esta manhã.
Saímos da ponte dos Casais em direcção a Pereira pelo Baixo Mondego. Alternámos entre a estrada de alcatrão, e o carreiro ao lado do regadio. 
Ao passarmos em Montemor-o-Velho seguimos em direcção à zona de Reveles e continuámos a todo o gás a trilhar caminhos até à Fontela. Passámos ao lado da fábrica do vidro, e começámos a ver a ponte da Figueira da Foz já ali à frente.
De Vila Verde à Figueira da Foz foi um breve suspiro. A malta já ia com fome! E era já ali.
Parámos no bar da estação de comboios para a bucha. Comemos umas belas bifanas, bebemos umas "fita-cola", e terminámos com o café.
Recompostos, era hora de regressar ao selim. Continuámos caminho em direcção a Buarcos para terminarmos a segunda fase da nossa tarefa. A recolha das cartas.
Concluída a segunda fase da tarefa como comprova a foto, iniciámos o caminho de regresso a Coimbra.
Seguimos em direcção ao Salmanha, e subimos para o marco geodésico. Contudo, e para variar deu asneira. O nosso objectivo era passar a A14 para o outro lado e subir em direcção à pedreira desactivada à entrada da Figueira da Foz. Mas o que fizemos não foi nada disto.
Percorremos um single track, ou melhor, o que já foi um single track noutros tempos e viemos sair ao mesmo sitio onde tínhamos passado há uns minutos. Mas com uma pequena diferença, ficámos com as pernas todas arranhadas do mato.
Ajustámos o azimute, e entrámos nos caminhos ao lado da A14. Seguimos por estes caminhos até à zona de Maiorca, num puro rompe pernas, e sempre muito devagar!
Na zona de Maiorca, voltámos a entrar na estrada do Baixo Mondego que nos trouxe até Pereira.
Em Pereira, dividimo-nos. Uns para uma margem, e os restantes para a outra pois está claro. 
E já caía em esquecimento, a tarefa foi concluída com sucesso. As cartas chegaram sãs e salvas a Taveiro.

Até Domingo, e boas pedaladas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A saga continua. Sicó parte II

A saga pela belíssima serra do Sicó continua.
Já vamos no segundo fim-de-semana consecutivo. 
Marcámos ponto no sitio do costume, mas devido a alguns contratempos houve malta que chegou um pouco atrasada. Já passavam alguns minutos da hora quando saímos da ponte dos Casais em direcção a Arzila pelo Baixo Mondego.
De Arzila, seguimos em direcção ao Sebal a todo o gás e ainda não eram 10h, e já estávamos sentados a comer a bucha em Condeixa-a-Nova. O objectivo foi aconchegar o estômago um pouco antes de entrarmos no coração do Sicó.
O objectivo foi mais do que cumprido. Da pastelaria rumámos em direcção às ruínas de Conimbriga, e daí tomámos a direcção do Poço.
Antes de chegarmos ao Poço virámos à direita e subimos a serra em direcção ao local onde no passado Domingo tínhamos abandonado o track. 
Trepámos até ao local ode tínhamos ficado na passada semana e continuámos a trepar até ao topo do monte. Lá em cima tivemos direito a duas belíssimas recompensas, após esforço despendido na subida. A primeira, um brutal single track na crista do monte que terminou junto ao nosso conhecido single track das varandas. E a segunda, foi a oportunidade que todos tivemos de contemplar a Serra do Sicó num belíssimo dia de sol, acompanhados por incomensurável céu azul. A foto abaixo é um exemplo do que experienciámos na primeira pessoa, e que é impossível transmitir em palavras. 
Junto à bifurcação que nos leva ao single track das varandas, virámos à direita em direcção à povoação. Entrámos na povoação por um caminho ladeado por muros altos em pedra. Na povoação olhámos para o relógio e verificámos que a hora estava a ficar um pouco adiantada, e começámos a delinear o caminho de regresso a Condeixa. Pelo meio ainda tivemos tempo para uns enganos.
Passámos por Condeixa e depois seguimos em direcção aos Palhagões, seguiu-se Pereira onde parámos para comer uma laranja, e por fim casa.
Para trás, ficaram mais uns quilómetros do track percorridos, contudo ainda estão muitos em falta. Temos de continuar a percorrê-los paulatinamente (isto é pura mentira, para quem nos conhece!) para desfrutarmos  da beleza da Serra do Sicó.


Até para a semana, e boas pedaladas.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O tímido regresso da lama. Sicó parte I

Ontem tivemos um tímido regresso da chuva. E como a chuva não nos assusta, fomos sujar um bocadito os pneus com lama.
Marcámos ponto no local habitual, e após uns dedos de conversa fizemo-nos ao caminho em direcção a Conimbriga. 
O nosso objectivo era percorrer alguns dos trilhos do Trail de Conimbriga Terras do Sicó que se realizou no passado fim-de-semana. Esta ideia surgiu de uma conversa com o nosso amigo Nini que agora anda mais dedicado ao Trail Running, e sugeriu-nos percorrer alguns dos trilhos que tinha feito.
Como a malta gosta de ouvir que sabe da poda, seguimos para Conimbriga onde começámos a percorrer os primeiros trilhos.
Os primeiros quilómetros foram maravilhosos. Uma bela subida, longa, inclinada, e molhada. Resultado: reclamações, injurias, e coisas do género porque não devíamos ter ido ao Sicó a chover. Mas como tudo o que sobe também desce, as reclamações passaram a sorrisos, e passaram a sorrisos rasgados quando se ouve dizer que a tasca do Manuel Júlio era já ali. Ou mais ou menos. Até lá tivemos direito a percorrer um single track nosso conhecido.
No Manuel Júlio retemperámos forças com uns, (mais do que um, e do que dois!) queijos frescos do  Rabaçal, regado com sumo de maçã com grau para uns, e para outros a tradicional "fita-cola".
Retemperadas as forças, continuámos a seguir o risco do GPS. Mal saímos da tasca e depois de "meia-dúzia" de metros começámos a percorrer um single track desconhecido. Este não o tínhamos no nosso escaparate. Mas já cá está guardado para uma futura utilização.
Continuámos caminho em direcção ao Poço, e como a hora já estava adiantada retomámos o caminho em direcção a Conimbriga.
No caminho para Coimbriga ainda tivemos tempo para um contacto em primeiro grau com uma saramantiga. Tirámos uma foto e continuámos caminho. No entanto, este fugaz contacto não nos deixou indiferentes. É este contacto com a Natureza que nós faz ao Domingo de manhã saltar da cama com o maior prazer para andar de bicicleta. 
Deixemos o anfíbio, e continuemos. 
Após a nossa passagem por Conimbriga, seguimos para Condeixa, Sebal, Palhagões e finalmente Pereira, onde cada um rumou a casa para o merecido almoço.
Ainda temos alguns quilómetros deste percurso para percorrer, mas em breve serão desbravados.

Boas pedaladas, até Domingo. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma manhã de...

...uma manhã de single tracks pois está claro.
Picámos o ponto no sitio do costume. A ponte dos Casais. Demos dois dedos de conversa, e fizemo-nos ao caminho em direcção a S. Silvestre. 
Até S. Silvestre percorremos alguns caminhos pelo Baixo Mondego, com passagem pela mata do Camalhão. Continuámos em direcção a S. Marcos, passámos pelos Casais de Vera Cruz, e entrámos num trilho de terra que nos levou aos Fornos para darmos inicio à nossa  manhã de single tracks. 
Antes da bucha tivemos um pequeno aperitivo entre o Zambujal e Arazede. Depois da bucha em Arazede, voltámos ao Zambujal e entrámos no carrossel de single tracks até à Povoa da Lomba. Pelo meio fizemos uma assistência técnica rápida na bicicleta do João, corrente partida.
Da Povoa da Lomba, voámos para a Pena por um single track nosso conhecido que termina junto ao lagar de Azeite. Como ainda era muito cedo, subimos e descemos a pedreira, sempre a trilhar o risco.
No entanto, a malta continuava insatisfeita, ainda não tinham percorrido muitos single tracks!
Fizemos uma pequena ligação da pedreira, até Portunhos por alcatrão, subimos em direcção à variante e lá apareceram mais uns quilómetros de single track até Ançã. E será que ficou por aqui?
Não claro que não.
Mais um pequeno troço de ligação, para nova sessão entre Ançã e S. João do Campo, sempre a levantar poeira.
E... agora sim, infelizmente chega ao fim a nossa manhã de bicicleta.
Apenas vos digo, venham mais destas e de outras, pois está claro! A malta quer é nadar de bicicleta!
Resta escrever que hoje fomos muitos: o Zé Carlos, o Filipe, o Bruno, o Paulo, o Trigo, o Nuno, o Aguiar, o Nuno (o que é pequenito! o Llavero), e o João que voltou após uma curta ausência.

Boas pedaladas, até Domingo!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ainda existem alguns felizardos

É uma grande verdade a frase que dá título a este post. Digo-vos mais, foram quatro os felizardos!
Saímos da ponte dos Casais em direcção a S. João do Campo atravessando a mata da Geria. Depois de atravessarmos S. João do Campo, seguimos em direcção a Ançã com um objectivo traçado. Percorrer um single track que existe ao lado da variante de Portunhos. 
Após algumas volta à procura da entrada, a solução foi saltar a vedação em rede da variante e ir ao encontro do single track. E lá apareceu o dito cujo. É bem interessante, e apenas necessita de uma ou outra zona corrigida para ficar perfeito.
Descoberto o single track, seguimos caminho em direcção à pedreira na Pena, para mais um sobe e desce em single track até à Pena.
Passámos a Pena, e voltámos a entrar um carrossel de single tracks até à Povoa da Lomba. Continuámos caminho até Canatnhede, onde parámos para a bucha da manhã.
Depois da bucha e para não perdermos o ritmo continuámos nos single tracks. Regressámos à zona da Povoa da Lomba e entrámos num carrossel interminável de single tracks até ao Zambujal, uma aldeia relativamente próxima de Arazede. Tivemos para todos os gostos. Com pedra, a subir, a descer, com saltos... Resumindo somos uns "addicts" em single tracks.
Após passarmos o Zambujal, percorremos alguns caminhos em zona de pinhal até Andorinha. Ainda tivemos tempo para passar em S. Marcos, e finalizámos a nossa manhã em S. Silvestre onde deixámos o Filipe que seguiu para a outra margem. Quanto à malta da margem de cá, arranjou tempo para passar no single track da rua da Mata.

Depois de tantos single tracks, posso-vos dizer que ainda queremos mais.

No Domingo temos mais, até lá...

Boas pedaladas.

Domingo Gordo


No Domingo Gordo, fomos reviver alguns dos trilhos de um passeio que organizámos há alguns anos.
Já passaram uns anos desde que organizámos um passeio de BTT em Taveiro. Foi no tempo em que ainda se faziam passeios de BTT, mas isto é conversa que fica para outras núpcias. Continuando...
Marcámos ponto de encontro na ponte dos Casais, como é habitual, e saímos em direcção à Ribeira de Frades, para "meia-dúzia de metros" à frente entrarmos no pinhal em direcção a Taveiro.
Os quilómetros foram passando, e começámos a passar por alguns dos trilhos do já referido passeio. E à medida que íamos passando, íamos recordando os belos momentos que ali vivemos. Nostalgia pura e dura. Velhice!
Continuámos caminho, passámos na zona de Anobra, e seguimos para a Condeixa onde parámos para a bucha. 
Depois da bucha, quando estávamos prontinhos para arrancar, avistámos um veículo sui geniris a aproximar-se de nós. 
E o que era?
Nada mais nada menos que uma bicicleta muito original. Tinha um eixos de roda excêntricos, e um guiador ainda mais peculiar. O aro de uma bicicleta do tamanho de 20 polegadas se não me engano.
Como poderão imaginar foi um momento de grande divertimento, e muitos de nós não perderam oportunidade de experimentar aquela preciosidade. Vejam o filme que está abaixo.
Depois daquele grande momento de diversão seguimos para zona de Casconha, onde fizemos mais alguns quilómetros em single track, e claro não faltou o riscar do cromado. Se não andássemos a calcar mato o dia  já não nos corria da mesma forma.
Mas como tudo o que é bom acaba depressa, a hora de almoço aproximou-se rapidamente, e lá regressámos a casa para lamber as feridas deixadas na nossas pernas pelo nosso amicíssimo mato. Mas não pensem que é um lamento, é um prazer chegar a casa com as pernas arranhadas. É sinónimo de muita diversão.

Aqui vai o prometido filme:


Boas pedaladas, até breve.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dose dupla

Este fim-de-semana tivemos dose dupla de BTT. No Sábado estivemos em Almofarela, uma aldeia no concelho de Baião a convite do Barbosa, um amigo do Paulo e nosso conhecido. No Domingo demos uma voltita pelos single tracks de Cantanhede. 
Mas vamos lá ao relato de cada um dos dias.

Sábado:
A convite do Barbosa, um amigo do Paulo, e nosso conhecido do passeio dos ferroviários, demos uma bela volta pela serra da Aboboreira no concelho de Baião.
A concentração do pessoal, foi na estação de comboios de Marco de Canaveses e depois do pequeno-almoço rumámos à aldeia de Almofarela, em Baião. 
Logo que saímos do carro sentimos um vento gélido na cara, mas rapidamente "atirámos" o  frio para trás das costas, e pusemos as pernas ao léu.
O Barbosa fez um pequeno breafing, e ficamos a saber que existiam dois percursos. Um mais longo guiado por um tipo com um GPS, e um mais curto guiado pelo Barbosa. 
Como podem adivinhar aqui a malta foi para o mais longo, pensando que a coisa ia correr bem.
Mas a surpresa da manhã estava quase a rebentar. O guia iria ser o Nuno (Maçã)! O Zé Carlos começou logo a dizer que ia dar asneira, e todos se riram. Mas...
E lá saímos da aldeia para começar a aquecer o corpo. Demos inicio à nossa manhã de BTT logo com uma subida para aquecer, e que bem que soube para ajudar à circulação. No fim da subida fizemos uma pequena paragem numa capela no meio da serra para uma curta sessão fotográfica.
Continuámos caminho e fizemos um longa descida a todo o gás até uma aldeia num dos vales da serra.
Resultado da primeira descida, e dos muitos saltos que demos, o Trigo rebentou com a suspensão. Foto abaixo.
Depois deste pequeno percalço e quando percorríamos um single track inventado à pressão, encontramos o  Barbosa. 
- Estais a fazer o percurso ao contrário! 
É agora que aparece o mas do Zé Carlos. Mas... "Eu bem disse que ia dar asneira! Vocês acharam piada!"
E deu mesmo asneira. Começámos a volta percorrendo os trilhos de regresso à aldeia, e com isto tudo tínhamos perdido um single track cheio de pedra. Ora aqui estava um grave problema, tinha ficado um single track para trás.
Solução? Voltar a fazer a descida onde o Trigo tinha rebentado com a suspensão, mas desta vez como é óbvio, subimos. 
E como subimos o Trigo não rebentou com nada, contudo deu umas grandes cacetadas pelo single track abaixo. 
Percorrido o single track pedalámos a meia encosta até à aldeia, onde nos esperavam umas bifanas quentinhas para retemperar forças para a segunda parte do percurso.
Já com todo o grupo recomposto, lá se voltou a fazer a divisão para o percurso mais longo e para a versão mais curta. A segunda parte do percurso mais longo, tinha alguns quilómetros comuns a uma rota de um caminho pedestre.
Começámos a ver a malta toda a dirigir-se para o grupo da versão mais curta. E ninguém se juntava aqui à malta. Nem no norte do país têm paciência para nos aturar. No entanto, não nos fizemos de rogados e depois de tantos quilómetros de carro, havia que aproveitar ao máximo aqueles trilhos, e lá fomos à nossa vida.
Fizemos uns dois quilómetros a meia encosta e encontrámos uma longa descida onde voltámos a largar o travão. Quando chegamos à povoação, o homem o GPS olha para o dito cujo e solta a seguinte frase: 
- Olha não estamos a seguir o trilho!
- Mais um engano! Depois querem companhia para pedalar! (ouve-se alguém a dizer, misturado com impropérios).
Tivemos que voltar atrás para encontrarmos o trilho, ou seja, a rota do caminho pedestre. E que rota! Uma bela secção em single track, com muito granito à mistura. Uma verdadeira maravilha. Até às imediações da estação de comboios de Marco de Canaveses foi sempre a todo gás e em single track.
Mas como tudo o que desce tem que subir, aguardava-nos uma longa subida até à aldeia de Almofarela.
Na longa subida tivemos de tudo, belos single tracks com muito granito, subidas técnicas com granito, zonas de calçada com granito, e muita mas mesmo muita galhofa.
Chegámos à aldeia ao inicio da tarde, com uns números muito interessantes nas pernas. Menos de 50 quilómetros percorridos e uns míseros 1850 metros de desnível positivo acumulado.
Para retemperar forças, todos os participantes tiveram direito a um super almoço, na Tasquinha do Fumo Presunto, alheira e vinho de entrada e depois carneiro no forno com uns grelinhos. Para finalizar um café feito na "chicolateira". Uma maravilha.
Parabéns e obrigado Barbosa pelo belo dia que nos proporcionaste, ficamos a aguardar a tua visita.
E foi deste modo que terminou o nosso belo dia de bicicleta. 
Já me esquecia, o Trigo não rebentou nem partiu mais nada! Eh! Eh! Eh!

Falta Domingo, ora aqui vai:
No Domingo, para não fugir à regra fomos pedalar. 
Esperávamos que não estivesse tanto frio como no dia anterior, mas estávamos completamente enganados.
Levantou-se um vento frio que nos acompanhou a manhã toda pelos single tracks de Cantanhede, mas não nos demoveu de mais uma manhã de bicicleta
Percorremos essencialmente trilhos nossos conhecidos entre Ançã e Cantanhede, com a já mui nobre paragem para a bucha pelas 10 horas da manhã, instituída pelo não menos mui nobre D. Manuel de Green Ville.
Como podem constatar foi um fim-de-semana repleto de divertimento e muito prazer.

Até para a semana, e boas pedaladas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Brrrrr! Que frio!

Frio? Nem sinal dele!
Ai, e tal, vem aí uma massa de ar frio da Sibéria que vai gelar o país. Martelaram-nos nos últimos dias com esta notícia, mas é tudo ficção. Estava um bocadito de frio, mas nada que tenha vindo lá das bandas da Sibéria!
E para vos provar, leiam: Marcámos ponto de encontro à hora habitual, 8h30 na ponte dos Casais, e fomos de calções, alguns. Se nos virem meio encolhidos na foto abaixo, é Photoshop!
Mas vamos lá à nossa volta. 
Depois de alguma indecisão, lá seguimos com destino à zona de Cernache. Saímos da ponte dos Casais em direcção à Ribeira de Frades, subimos ao alto de Stª Eufémia, e uns metros à frente entrámos na terra em direcção ao aeródromo de Cernache. Contornámos o aeródromo, e descemos para a antiga estrada nacional por um single track novinho em folha, e bem interessante.
Na estrada, e como já passava das 10h da manhã fizemos um pequeno desvio para a paragem da manhã na pastelaria em Antanhol para a bucha.
Depois da bucha, fizemos uma rampa "pequenita" nas imediações de Antanhol e seguimos em direcção à zona da Feteira. No entanto, rapidamente atalhámos caminho e mudámos de planos. Percorremos alguns single tracks no meio de um tojo delicioso, até à Palheira para pelo Caminho de Santiago em direcção a Coimbra.
Até à Cruz dos Mouroços viemos pelo Caminho Santiago. Da Cruz do Mouroços até às imediações de Santa Clara viemos por um single track nosso conhecido (parte dele. A última parte era nova), que culmina num parque de musculação, onde o Manuel teve oportunidade de mostrar os seus dotes de culturista, apesar de não existir um comprovante fotográfico.
Tirámos mais uma foto de grupo, e saímos do parque subindo umas rampas de calçada no meio de uma urbanização.
Descemos de Santa Clara pela Rainha Santa para a ponte de Santa Clara, e terminámos a nossa manhã com uma paulatina passagem pelo Choupal.
Para a semana temos mais, e esperemos que haja frio. Ou melhor ainda: Que neve pá!

Boas pedaladas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A mítica Serra do Carvalho

Há muito tempo que não íamos à mítica serra do Carvalho, podemos mesmo dizer há anos.
Um período da nossa história foi vivido intensamente na serra do Carvalho. Passámos muitas horas a tentar vencer algumas subidas, e a cuidar da laranjeira do nosso quintal. 
Contudo, depois do enorme incêndio em 2005 na zona de Coimbra, afastámo-nos da serra do Carvalho, pelas razões óbvias. Passaram-se alguns anos e a vontade de regressar à serra do Carvalho regressou.  
Foi uma manhã de intensas reminiscências para o Zé Carlos, o Filipe, e o Nuno. E não faltaram à chamada, o João, o Bruno, e o Manuel. 
Não resisto mesmo a colocar a parte final de um refrão conhecido de muitos de uma canção do Vitor Espadinha ..."E recordar é viver..."...
Hoje foi dia de recordações e de voltarmos a viver os belíssimos momentos passados naquela serra.     
E ficou-me por aqui no relato da nossa volta desta manhã. 
Há "coisas" experienciadas que são impossíveis de passar para palavras. Ficam-nos guardadas na nossa memória para um dia voltarmos ao baú, remexermos, e voltarmos a viver com uma intensidade semelhante à vivida no passado. Esta é a magia do BTT para nós.

Boas pedaladas, e até para a semana.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Welcome to Senhora do Circulo

Welcome, bienvenu, willkommen à Senhora do Circulo.

Hoje a nossa volta teve como principal objectivo a visita à Senhora do Circulo. 
Não fomos venerar a santa. Fomos pedalar. Fomos vencer a subida e apreciar a paisagem do alto dos seus 400 e picos metros. O nevoeiro é que não ajudou.
Como é habitual encontrámo-nos na ponte dos Casais, e dali seguimos via Baixo Mondego até Pereira. Passámos nos Palhagões, Sebal e ao chegarmos a Condeixa fizemos uma paragem na pastelaria para a bucha da manhã. Apesar do avisos do dia anterior para a malta se aviar em terra, lá fizemos a paragem Depois de umas sandes, "fita-colas", e cafés era hora de entrarmos no coração da Serra do Sicó.
Até ao topo da Senhora do Circulo percorremos caminhos conhecidos de outras andanças, e subimos pela zona de empedrado. Lá em cima tivemos tempo para trocar uns dedos de conversa com dois pastores e para uma sessão fotográfica. A descida fizemo-la pelo caminho que o Filipe queria subir. Se a descer foi um tormento, melhor uma delícia, técnico e divertido. Mas a subir como ele queria, era um pesadelo e estou a ser meigo, porque a única solução era caminhar até lá acima.
No fim da descida apareceram os primeiros problemas da manhã. O Filipe resolveu destruir o pedal, e depois de uma reparação mal amanhada, seguimos caminho em direcção à Fonte Coberta. Segunda contrariedade, perdemo-nos no meio do monte. E a única solução foi voltar para trás. Resultado destas contrariedades, uma atraso descomunal. O culpado é o GPS! Ainda bem que eu não levei o meu.
Por fim lá demos com o caminho e lá pelo meio ouve-se o Manuel ..."Já vejo casas! Civilização!"...
Entrámos na estrada nacional e rumámos a casa muito para lá da hora habitual de regresso. 
..."Já vou comer o bacalhau frio!"... dizia o Zé Carlos.

Na próxima visita temos que venerar a Senhora do Circula para nos protejer desse demo que é o GPS.

Boas pedaladas e até Domingo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se o homem construiu as pirâmides...

... nós construímos single tracks.

Foi há mais de 2500 anos que o homem construiu as pirâmides no antigo Egipto. Inúmeros séculos depois nós construímos single tracks. Que relação existe entre os dois tipos de construção? Perguntam vocês. Nenhuma como é óbvio. Não vamos deixar nada para a história mundial provavelmente, no entanto vamos deixar o nosso legado, vamos construindo a nossa própria história.  
No entanto, é nosso dever explicar o "nascimento" deste maravilhoso título.
Ontem construímos mais um single track em Alcabideque, e como é normal surgiu depois de uma passagem por um trilho que aparentava ser perfeito. A dita perfeição terminou numa pequena clareira sem aparente saída. Como a malta não gosta de voltar atrás, começámos a furar mato. Inicialmente de uma forma muito tímida lá fomos avançando até que começaram os trabalhos à séria. Paus para desbastar o mato, uma navalhita do Bruno e lá fomos avançado pelo monte, até que num dos seus momentos de introspecção, o Manuel largou esta belíssima frase ..." Se o homem construiu as pirâmides, nos construímos single tracks"... 
Foi um momento único e de verdadeira singularidade enquanto ele tentava cortar um arbusto com a navalhita do Bruno, como comprova a foto abaixo.
Agora que já sabem a origem do título da nossa primeira volta de 2012, o que há mais a dizer??
Mais uma ou duas peripécias.
A primeira foi que começámos a manhã com operações cirúrgicas. O Carlos, que ao fim de tantos meses voltou a aparecer partiu a corrente à bicicleta. Uma doença de difícil resolução porque a corrente estava literalmente ensopada em óleo. Por sorte o Filipe tinha trazido as luvas, caso contrário teríamos uma caso de difícil resolução.
Nota: o "médico" que realizou a operação é um individuo com créditos firmados na nossa praça.
Quanto à segunda peripécia. Calma que não lhe posso chamar algo de imprevisto, mas sim algo que é inato às nossas voltas de BTT. 
É o sentimento que transportamos nos milhares de quilómetros que já percorremos e que ainda temos para percorrer. É-nos intrínseco. E é simplesmente, o prazer que temos em andar de bicicleta. Quantos mais quilómetros percorremos, mais satisfeitos ficamos. E 2012 será mais um ano para cumprirmos mais alguns projectos que temos em carteira, sempre sem grandes aglomerados de gente e com bucha! A bucha não pode faltar.
Assim sendo, resta-nos desejar-vos um 2012 cheio de pedaladas de qualidade.

Domingo lá estaremos para mais uma maravilhosa volta de bike.

Boas pedaladas.