segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dose dupla

Este fim-de-semana tivemos dose dupla de BTT. No Sábado estivemos em Almofarela, uma aldeia no concelho de Baião a convite do Barbosa, um amigo do Paulo e nosso conhecido. No Domingo demos uma voltita pelos single tracks de Cantanhede. 
Mas vamos lá ao relato de cada um dos dias.

Sábado:
A convite do Barbosa, um amigo do Paulo, e nosso conhecido do passeio dos ferroviários, demos uma bela volta pela serra da Aboboreira no concelho de Baião.
A concentração do pessoal, foi na estação de comboios de Marco de Canaveses e depois do pequeno-almoço rumámos à aldeia de Almofarela, em Baião. 
Logo que saímos do carro sentimos um vento gélido na cara, mas rapidamente "atirámos" o  frio para trás das costas, e pusemos as pernas ao léu.
O Barbosa fez um pequeno breafing, e ficamos a saber que existiam dois percursos. Um mais longo guiado por um tipo com um GPS, e um mais curto guiado pelo Barbosa. 
Como podem adivinhar aqui a malta foi para o mais longo, pensando que a coisa ia correr bem.
Mas a surpresa da manhã estava quase a rebentar. O guia iria ser o Nuno (Maçã)! O Zé Carlos começou logo a dizer que ia dar asneira, e todos se riram. Mas...
E lá saímos da aldeia para começar a aquecer o corpo. Demos inicio à nossa manhã de BTT logo com uma subida para aquecer, e que bem que soube para ajudar à circulação. No fim da subida fizemos uma pequena paragem numa capela no meio da serra para uma curta sessão fotográfica.
Continuámos caminho e fizemos um longa descida a todo o gás até uma aldeia num dos vales da serra.
Resultado da primeira descida, e dos muitos saltos que demos, o Trigo rebentou com a suspensão. Foto abaixo.
Depois deste pequeno percalço e quando percorríamos um single track inventado à pressão, encontramos o  Barbosa. 
- Estais a fazer o percurso ao contrário! 
É agora que aparece o mas do Zé Carlos. Mas... "Eu bem disse que ia dar asneira! Vocês acharam piada!"
E deu mesmo asneira. Começámos a volta percorrendo os trilhos de regresso à aldeia, e com isto tudo tínhamos perdido um single track cheio de pedra. Ora aqui estava um grave problema, tinha ficado um single track para trás.
Solução? Voltar a fazer a descida onde o Trigo tinha rebentado com a suspensão, mas desta vez como é óbvio, subimos. 
E como subimos o Trigo não rebentou com nada, contudo deu umas grandes cacetadas pelo single track abaixo. 
Percorrido o single track pedalámos a meia encosta até à aldeia, onde nos esperavam umas bifanas quentinhas para retemperar forças para a segunda parte do percurso.
Já com todo o grupo recomposto, lá se voltou a fazer a divisão para o percurso mais longo e para a versão mais curta. A segunda parte do percurso mais longo, tinha alguns quilómetros comuns a uma rota de um caminho pedestre.
Começámos a ver a malta toda a dirigir-se para o grupo da versão mais curta. E ninguém se juntava aqui à malta. Nem no norte do país têm paciência para nos aturar. No entanto, não nos fizemos de rogados e depois de tantos quilómetros de carro, havia que aproveitar ao máximo aqueles trilhos, e lá fomos à nossa vida.
Fizemos uns dois quilómetros a meia encosta e encontrámos uma longa descida onde voltámos a largar o travão. Quando chegamos à povoação, o homem o GPS olha para o dito cujo e solta a seguinte frase: 
- Olha não estamos a seguir o trilho!
- Mais um engano! Depois querem companhia para pedalar! (ouve-se alguém a dizer, misturado com impropérios).
Tivemos que voltar atrás para encontrarmos o trilho, ou seja, a rota do caminho pedestre. E que rota! Uma bela secção em single track, com muito granito à mistura. Uma verdadeira maravilha. Até às imediações da estação de comboios de Marco de Canaveses foi sempre a todo gás e em single track.
Mas como tudo o que desce tem que subir, aguardava-nos uma longa subida até à aldeia de Almofarela.
Na longa subida tivemos de tudo, belos single tracks com muito granito, subidas técnicas com granito, zonas de calçada com granito, e muita mas mesmo muita galhofa.
Chegámos à aldeia ao inicio da tarde, com uns números muito interessantes nas pernas. Menos de 50 quilómetros percorridos e uns míseros 1850 metros de desnível positivo acumulado.
Para retemperar forças, todos os participantes tiveram direito a um super almoço, na Tasquinha do Fumo Presunto, alheira e vinho de entrada e depois carneiro no forno com uns grelinhos. Para finalizar um café feito na "chicolateira". Uma maravilha.
Parabéns e obrigado Barbosa pelo belo dia que nos proporcionaste, ficamos a aguardar a tua visita.
E foi deste modo que terminou o nosso belo dia de bicicleta. 
Já me esquecia, o Trigo não rebentou nem partiu mais nada! Eh! Eh! Eh!

Falta Domingo, ora aqui vai:
No Domingo, para não fugir à regra fomos pedalar. 
Esperávamos que não estivesse tanto frio como no dia anterior, mas estávamos completamente enganados.
Levantou-se um vento frio que nos acompanhou a manhã toda pelos single tracks de Cantanhede, mas não nos demoveu de mais uma manhã de bicicleta
Percorremos essencialmente trilhos nossos conhecidos entre Ançã e Cantanhede, com a já mui nobre paragem para a bucha pelas 10 horas da manhã, instituída pelo não menos mui nobre D. Manuel de Green Ville.
Como podem constatar foi um fim-de-semana repleto de divertimento e muito prazer.

Até para a semana, e boas pedaladas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Brrrrr! Que frio!

Frio? Nem sinal dele!
Ai, e tal, vem aí uma massa de ar frio da Sibéria que vai gelar o país. Martelaram-nos nos últimos dias com esta notícia, mas é tudo ficção. Estava um bocadito de frio, mas nada que tenha vindo lá das bandas da Sibéria!
E para vos provar, leiam: Marcámos ponto de encontro à hora habitual, 8h30 na ponte dos Casais, e fomos de calções, alguns. Se nos virem meio encolhidos na foto abaixo, é Photoshop!
Mas vamos lá à nossa volta. 
Depois de alguma indecisão, lá seguimos com destino à zona de Cernache. Saímos da ponte dos Casais em direcção à Ribeira de Frades, subimos ao alto de Stª Eufémia, e uns metros à frente entrámos na terra em direcção ao aeródromo de Cernache. Contornámos o aeródromo, e descemos para a antiga estrada nacional por um single track novinho em folha, e bem interessante.
Na estrada, e como já passava das 10h da manhã fizemos um pequeno desvio para a paragem da manhã na pastelaria em Antanhol para a bucha.
Depois da bucha, fizemos uma rampa "pequenita" nas imediações de Antanhol e seguimos em direcção à zona da Feteira. No entanto, rapidamente atalhámos caminho e mudámos de planos. Percorremos alguns single tracks no meio de um tojo delicioso, até à Palheira para pelo Caminho de Santiago em direcção a Coimbra.
Até à Cruz dos Mouroços viemos pelo Caminho Santiago. Da Cruz do Mouroços até às imediações de Santa Clara viemos por um single track nosso conhecido (parte dele. A última parte era nova), que culmina num parque de musculação, onde o Manuel teve oportunidade de mostrar os seus dotes de culturista, apesar de não existir um comprovante fotográfico.
Tirámos mais uma foto de grupo, e saímos do parque subindo umas rampas de calçada no meio de uma urbanização.
Descemos de Santa Clara pela Rainha Santa para a ponte de Santa Clara, e terminámos a nossa manhã com uma paulatina passagem pelo Choupal.
Para a semana temos mais, e esperemos que haja frio. Ou melhor ainda: Que neve pá!

Boas pedaladas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A mítica Serra do Carvalho

Há muito tempo que não íamos à mítica serra do Carvalho, podemos mesmo dizer há anos.
Um período da nossa história foi vivido intensamente na serra do Carvalho. Passámos muitas horas a tentar vencer algumas subidas, e a cuidar da laranjeira do nosso quintal. 
Contudo, depois do enorme incêndio em 2005 na zona de Coimbra, afastámo-nos da serra do Carvalho, pelas razões óbvias. Passaram-se alguns anos e a vontade de regressar à serra do Carvalho regressou.  
Foi uma manhã de intensas reminiscências para o Zé Carlos, o Filipe, e o Nuno. E não faltaram à chamada, o João, o Bruno, e o Manuel. 
Não resisto mesmo a colocar a parte final de um refrão conhecido de muitos de uma canção do Vitor Espadinha ..."E recordar é viver..."...
Hoje foi dia de recordações e de voltarmos a viver os belíssimos momentos passados naquela serra.     
E ficou-me por aqui no relato da nossa volta desta manhã. 
Há "coisas" experienciadas que são impossíveis de passar para palavras. Ficam-nos guardadas na nossa memória para um dia voltarmos ao baú, remexermos, e voltarmos a viver com uma intensidade semelhante à vivida no passado. Esta é a magia do BTT para nós.

Boas pedaladas, e até para a semana.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Welcome to Senhora do Circulo

Welcome, bienvenu, willkommen à Senhora do Circulo.

Hoje a nossa volta teve como principal objectivo a visita à Senhora do Circulo. 
Não fomos venerar a santa. Fomos pedalar. Fomos vencer a subida e apreciar a paisagem do alto dos seus 400 e picos metros. O nevoeiro é que não ajudou.
Como é habitual encontrámo-nos na ponte dos Casais, e dali seguimos via Baixo Mondego até Pereira. Passámos nos Palhagões, Sebal e ao chegarmos a Condeixa fizemos uma paragem na pastelaria para a bucha da manhã. Apesar do avisos do dia anterior para a malta se aviar em terra, lá fizemos a paragem Depois de umas sandes, "fita-colas", e cafés era hora de entrarmos no coração da Serra do Sicó.
Até ao topo da Senhora do Circulo percorremos caminhos conhecidos de outras andanças, e subimos pela zona de empedrado. Lá em cima tivemos tempo para trocar uns dedos de conversa com dois pastores e para uma sessão fotográfica. A descida fizemo-la pelo caminho que o Filipe queria subir. Se a descer foi um tormento, melhor uma delícia, técnico e divertido. Mas a subir como ele queria, era um pesadelo e estou a ser meigo, porque a única solução era caminhar até lá acima.
No fim da descida apareceram os primeiros problemas da manhã. O Filipe resolveu destruir o pedal, e depois de uma reparação mal amanhada, seguimos caminho em direcção à Fonte Coberta. Segunda contrariedade, perdemo-nos no meio do monte. E a única solução foi voltar para trás. Resultado destas contrariedades, uma atraso descomunal. O culpado é o GPS! Ainda bem que eu não levei o meu.
Por fim lá demos com o caminho e lá pelo meio ouve-se o Manuel ..."Já vejo casas! Civilização!"...
Entrámos na estrada nacional e rumámos a casa muito para lá da hora habitual de regresso. 
..."Já vou comer o bacalhau frio!"... dizia o Zé Carlos.

Na próxima visita temos que venerar a Senhora do Circula para nos protejer desse demo que é o GPS.

Boas pedaladas e até Domingo.