domingo, 29 de janeiro de 2012

A mítica Serra do Carvalho

Há muito tempo que não íamos à mítica serra do Carvalho, podemos mesmo dizer há anos.
Um período da nossa história foi vivido intensamente na serra do Carvalho. Passámos muitas horas a tentar vencer algumas subidas, e a cuidar da laranjeira do nosso quintal. 
Contudo, depois do enorme incêndio em 2005 na zona de Coimbra, afastámo-nos da serra do Carvalho, pelas razões óbvias. Passaram-se alguns anos e a vontade de regressar à serra do Carvalho regressou.  
Foi uma manhã de intensas reminiscências para o Zé Carlos, o Filipe, e o Nuno. E não faltaram à chamada, o João, o Bruno, e o Manuel. 
Não resisto mesmo a colocar a parte final de um refrão conhecido de muitos de uma canção do Vitor Espadinha ..."E recordar é viver..."...
Hoje foi dia de recordações e de voltarmos a viver os belíssimos momentos passados naquela serra.     
E ficou-me por aqui no relato da nossa volta desta manhã. 
Há "coisas" experienciadas que são impossíveis de passar para palavras. Ficam-nos guardadas na nossa memória para um dia voltarmos ao baú, remexermos, e voltarmos a viver com uma intensidade semelhante à vivida no passado. Esta é a magia do BTT para nós.

Boas pedaladas, e até para a semana.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Welcome to Senhora do Circulo

Welcome, bienvenu, willkommen à Senhora do Circulo.

Hoje a nossa volta teve como principal objectivo a visita à Senhora do Circulo. 
Não fomos venerar a santa. Fomos pedalar. Fomos vencer a subida e apreciar a paisagem do alto dos seus 400 e picos metros. O nevoeiro é que não ajudou.
Como é habitual encontrámo-nos na ponte dos Casais, e dali seguimos via Baixo Mondego até Pereira. Passámos nos Palhagões, Sebal e ao chegarmos a Condeixa fizemos uma paragem na pastelaria para a bucha da manhã. Apesar do avisos do dia anterior para a malta se aviar em terra, lá fizemos a paragem Depois de umas sandes, "fita-colas", e cafés era hora de entrarmos no coração da Serra do Sicó.
Até ao topo da Senhora do Circulo percorremos caminhos conhecidos de outras andanças, e subimos pela zona de empedrado. Lá em cima tivemos tempo para trocar uns dedos de conversa com dois pastores e para uma sessão fotográfica. A descida fizemo-la pelo caminho que o Filipe queria subir. Se a descer foi um tormento, melhor uma delícia, técnico e divertido. Mas a subir como ele queria, era um pesadelo e estou a ser meigo, porque a única solução era caminhar até lá acima.
No fim da descida apareceram os primeiros problemas da manhã. O Filipe resolveu destruir o pedal, e depois de uma reparação mal amanhada, seguimos caminho em direcção à Fonte Coberta. Segunda contrariedade, perdemo-nos no meio do monte. E a única solução foi voltar para trás. Resultado destas contrariedades, uma atraso descomunal. O culpado é o GPS! Ainda bem que eu não levei o meu.
Por fim lá demos com o caminho e lá pelo meio ouve-se o Manuel ..."Já vejo casas! Civilização!"...
Entrámos na estrada nacional e rumámos a casa muito para lá da hora habitual de regresso. 
..."Já vou comer o bacalhau frio!"... dizia o Zé Carlos.

Na próxima visita temos que venerar a Senhora do Circula para nos protejer desse demo que é o GPS.

Boas pedaladas e até Domingo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se o homem construiu as pirâmides...

... nós construímos single tracks.

Foi há mais de 2500 anos que o homem construiu as pirâmides no antigo Egipto. Inúmeros séculos depois nós construímos single tracks. Que relação existe entre os dois tipos de construção? Perguntam vocês. Nenhuma como é óbvio. Não vamos deixar nada para a história mundial provavelmente, no entanto vamos deixar o nosso legado, vamos construindo a nossa própria história.  
No entanto, é nosso dever explicar o "nascimento" deste maravilhoso título.
Ontem construímos mais um single track em Alcabideque, e como é normal surgiu depois de uma passagem por um trilho que aparentava ser perfeito. A dita perfeição terminou numa pequena clareira sem aparente saída. Como a malta não gosta de voltar atrás, começámos a furar mato. Inicialmente de uma forma muito tímida lá fomos avançando até que começaram os trabalhos à séria. Paus para desbastar o mato, uma navalhita do Bruno e lá fomos avançado pelo monte, até que num dos seus momentos de introspecção, o Manuel largou esta belíssima frase ..." Se o homem construiu as pirâmides, nos construímos single tracks"... 
Foi um momento único e de verdadeira singularidade enquanto ele tentava cortar um arbusto com a navalhita do Bruno, como comprova a foto abaixo.
Agora que já sabem a origem do título da nossa primeira volta de 2012, o que há mais a dizer??
Mais uma ou duas peripécias.
A primeira foi que começámos a manhã com operações cirúrgicas. O Carlos, que ao fim de tantos meses voltou a aparecer partiu a corrente à bicicleta. Uma doença de difícil resolução porque a corrente estava literalmente ensopada em óleo. Por sorte o Filipe tinha trazido as luvas, caso contrário teríamos uma caso de difícil resolução.
Nota: o "médico" que realizou a operação é um individuo com créditos firmados na nossa praça.
Quanto à segunda peripécia. Calma que não lhe posso chamar algo de imprevisto, mas sim algo que é inato às nossas voltas de BTT. 
É o sentimento que transportamos nos milhares de quilómetros que já percorremos e que ainda temos para percorrer. É-nos intrínseco. E é simplesmente, o prazer que temos em andar de bicicleta. Quantos mais quilómetros percorremos, mais satisfeitos ficamos. E 2012 será mais um ano para cumprirmos mais alguns projectos que temos em carteira, sempre sem grandes aglomerados de gente e com bucha! A bucha não pode faltar.
Assim sendo, resta-nos desejar-vos um 2012 cheio de pedaladas de qualidade.

Domingo lá estaremos para mais uma maravilhosa volta de bike.

Boas pedaladas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A última grande volta do ano

A última grande volta do ano foi idealizada pelo Zé Carlos, contudo não pôde fazer-nos companhia neste belo dia de bicicleta, e de alguma frio. Tínhamos como objectivo ligar a ponte dos Casais a Paredes, uma localidade que pertence ao concelho de Mortágua onde existe uma queda de água. No entanto, não conseguimos completar a volta que estava idealizada. Terá de para a próxima, e com a tua companhia Zé.
Mas vamos lá então ao que aconteceu esta manhã.
Como é habitual, marcámos ponto de encontro na ponte dos Casais. No entanto, a hora hoje não foi respeitada. Entre desencontros (algo inimaginável!), e malta que adormeceu (o mesmo de sempre), o resultado deu, numa saída de Coimbra bastante tardia.
Resolvidos os contratempos, lá seguimos caminho em direcção à Adémia, passámos pelos Fornos onde entrámos na terra com destino à Marmeleira.
Passámos pela Marmeleira, deixamo-lá para trás, e continuámos em direcção à Larçã. Foi a partir da Larçã que encontrámos as grandes dificuldades do dia.
Dificuldades estas que eram nada mais, nada menos que a subida até à Cruz Alta no coração da Mata do Buçaco. Os primeiros quilómetros de subida não apresentaram grande dificuldade, no entanto o melhor estava para chegar. Uma secção com muito pedra solta e a subir. Mas ainda havia mais. Até à Cruz Alta, a subida para além de técnica (tinha pedra solta), também tinha uma uma inclinação considerável.
Chegámos à Cruz Alta para lá das 12 horas e com o estômago vazio. Nas pequenas localidades por onde  passámos não encontrámos nenhuma pastelaria ou café para a malta comer. E fomos andando, andando, e andando até que chegámos à Cruz Alta.
Na Cruz Alta, depois de algumas fotos e contemplarmos a belíssima paisagem era momento de tomar decisões.
Estávamos um pouco longe de Paredes, aqui e ali, já se via um ligeiro empeno nas pernas(a subida para a Cruz Alta fez estragos) e como tal decidimos descer de imediato em direcção à Espinheira.
A descida do Buçaco, para a Espinheira, que não é bem uma descida, é algo parecido. Ou seja, desce um bocadito e depois é pedalar a meia encosta com uma ligeira inclinação positiva. Uma delícia para uns, e um terror para outros. E a barriga a continuar a dar horas! Ainda fizemos uns quilómetros neste caminho, até que, aparece o alcatrão e a placa a indicar a direcção para a Espinheira. Rejubilo na cara de todos e toca a
descer a todo o gás para a Espinheira. Passagem fugaz pela Espinheira e continuámos para Penacova a até ao café Cota para a merecida bucha. Já cheirava a bifanas!
Tratámo-nos bem. Duas bifanas a cada um, uns pacotes de batatas, cerveja preta, "fita-cola" e para finalizar um café.
Mas faltava a sobremesa. Uma frutita era o ideal.
Depois da bucha resolvemos ir atestar de água à fonte das águas de Penacova. Quando estávamos a caminho da fonte das Caldas de Penacova (Água de Penacova), deparámo-nos com um belíssimo laranjal. E não é que afinal tivemos sobremesa!
Na fonte, tivemos uma sessão de fotos algo sui geniris.
Após a visita à fonte seguimos por um single track junto ao rio Mondego que passava por baixo da ponte de Penacova. E que belo single track. Numa zona verde, com um belo espelho de água do nosso lado esquerdo e de repente o que era maravilhoso termina abruptamente. Era o acesso a uma terra de cultivo. Solução, voltar para trás, ou escalar uma pequena encosta.
Como poderão imaginar optámos pela segunda hipótese. Fizemos uma bela escalada até à estrada de alcatrão.
Depois da escalada, seguimos pela estrada de alcatrão calmamente até à Rebordosa, onde voltámos a descer em direcção ao Mondego para percorrermos alguns quilómetros até à ponte do Louredo onde regressámos a estrada nacional que segue para Coimbra.
Atravessámos a cidade e seguimos para o Choupal onde fizemos a última paragem do dia para comer umas laranjas que tínhamos "comprado" no laranjal de Penacova.
Por fim seguimos para a ponte dos Casais, e lá rumámos a casa recordando as peripécias do dia.
A malta da banda de cá do Mondego ainda percorreu o single track da rua da Mata.
Provavelmente será o último post deste ano, e decerto será a última volta do ano todos juntos. Como tal aqui vão os nosso votos natalícios. 

FELIZ NATAL e um FANTÁSTICO 2012