segunda-feira, 16 de agosto de 2010

22h30 toca o telefone...era o Paulo

- Oh pá amanhã vamos andar de bicicleta?

- Não sei... mas... pode ser, 9h. Um abraço!

Foi este o enorme discurso entre o Paulo e o Nuno na passada sexta-feira a combinarem uma volta de bike para o dia seguinte Sábado.

Conforme combinado, 9h e lá estava a malta a dar ao pedal. Seguimos calmamente até S. Marcos e depois sempre por trilhos até aos Casais de Vera Cruz. Após uma curta subida era hora de elevar o níveis de adrenalina e descer até à Ribeira do Moinhos. Da Ribeira dos Moinhos até Meco foi num suspiro sempre a percorrermos trilhos rápidos, e depois seguiu-se a Carapinheira com o objectivo de passarmos por um ou outro single track nosso conhecido na zona de Montemor-o-Velho. Como a caminho de Montemor passámos pela zona industrial, era imperativo subirmos a picada ao lado do acesso à A14. Ainda não foi desta que conseguimos subir aquela jeitosa, vai ter de ficar para uma próxima tentativa. Aproveitando que estávamos ali ao lado descemos a todo o gás o maravilhoso single track da Torre.
Como ainda era cedo, decidimos continuar em direcção à Figueira, percorrendo uns trilhos pelo Baixo Mondego. Contudo uns quilómetros à frente, ao passarmos na Ereira o Paulo resolveu alterar o plano da volta.
Seguimos via a estrada do campo até à zona de Reveles, e numa cortada que por ali existe atravessámos a linha do ferrocarril que segue para a Figueira da Foz e toca a subir em direcção à Abrunheira, com passagem pela capela da Senhora da Saúde e terminado na igreja da Senhora do Ó. Aconselho a visitar a igreja da Senhora do Ó, a vista sobre o Baixo Mondego é fantástica e maravilhosa de contemplar.Após umas fotos, era hora de continuar caminho. Passámos por Verride e descemos em direcção a Alfarelos para uma nova visita a um ponto emblemático da zona, o Senhor da Pedra, onde voltámos a contemplar o Baixo Mondego.Como se estava a fazer tarde, encetámos o regresso a casa passando por Montemor-o-Velho, Carapinheira, Meãs onde fizemos uma paragem estratégica no Bar Restaurante e mais qualquer coisa "Sitio Certo" para nos refrescarmos com um panaché. O calor estava a "apertar", e o radiador estava a pedir anti-congelante para seguirmos caminho até casa. E por fim casa.

Aqui está uma volta a repetir, e locais a revisitar.

Boas pedaladas.

Petição...

... vamos eliminar a palavra "devagar" do Dicionário de Língua Portuguesa!

"Devagar", não existe nalgumas voltas que damos. No passado Domingo (8 de Agosto), marcámos ponto de encontro na ponte dos Casais. Para este dia tivemos um trio para dar ao pedal: o Zé Carlos, o Nuno e o Paulo.
Após uns minutos de "palheta", era hora de seguir caminho em direcção a Ançã para darmos início à nossa manhã de BTT a todo o gás. Passámos pela Pena, depois Outil, onde comemos uns belos pêssegos, seguiu-se Cantanhede para um pit-stop, estávamos a precisar de combustível e nada melhor que uma sandes mista para atestar os depósitos.
Voltámos aos trilhos e a velocidade continuava constante, seguimos em direcção ao trilho do Sarilho, e do Sarilho até Portunhos percorremos um novo single track, extenso, e com umas zonas de sobe e desce bem engraçadas.
Como a hora já ia um pouco adiantada era hora de regressar a casa, não sem antes ouvirmos a frase do dia:

- Oh Zé, e andar devagar?! (dizia o Paulo);
- Essa palavra não existe no nosso dicionário! Vamos criar uma petição para retirar a palavra devagar do dicionário! (ouvia-se o Zé dizer).

Vamos lá criar a petição, e...

Boas pedaladas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Falta 1(um) mês para as Astúrias

Estamos a um mês de mais um fim-de-semana épico nas Astúrias.
Para não variar em 2010 estaremos presentes, e este ano a travessia será na zona de Lillo, relativamente próximo de Oviedo.

Para os primeiro dia os homens da AsturconBTT prepararam para os participantes, 49 quilómetros de puro BTT, com 1250 metros de desnível acumulado em subidas e uns fantásticos 2100 metros de desnível acumulados em descidas. Neste primeiro dia pedalaremos no parque Nacional dos Picos da Europa.
No segundo dia, termos 42 quilómetros, com 1400 metros de desnível acumulado para vencer. E pelo que dá para visualizar no perfil da etapa, as descidas também marcarão bem a sua presença.
Agora resta-nos aprimorar a formar para tirarmos o máximo partido deste belíssimo fim-de-semana de BTT, na não menos belíssima região das Astúrias.

Até lá, boas pedaladas, vamo-nos vendo por aí.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Viagem a Finisterra interrompida

No passado dia, 24 de Julho eu (Nuno), o Zé Carlos e o Filipe saímos da ponte dos Casais com o objectivo de chegar a Finisterra.
O primeiro dia seria uma estirada desde Coimbra ao Porto, e foi logo neste primeiro dia que as coisas claudicaram.
Até à hora de almoço as coisas correram bastante bem, acumulávamos mais 70 quilómetros nas pernas e o nosso destino aproximava-se a "passos largos", contudo o intenso calor do dia, uma deficiente ingestão de líquidos e provavelmente uma deficiente alimentação da minha parte levaram a que me desgastasse bastante neste dia, sendo a chegada ao Porto um pouco penosa para mim.
Após um banho revigorante, e uma francesinha uns furos abaixo do que desejaríamos, tive uma conversa com os meus dois AMIGOS Zé Carlos e Filipe (já percebem porque escrevo amigos desta forma), onde lhes disse que se não recuperasse do esforço deste dia a minha viagem terminava por ali. Eles seguiriam caminho até Finisterra como estava delineado, e eu vinha para Coimbra no ferro carril.
Após uma noite um pouco mal dormida, as gaivotas não deram descanso a ninguém, tomei a minha decisão. Não seguia caminho. Não me sentia com a confiança necessária de ter recuperado do esforço do dia anterior, e de suportar mais um dia de intenso calor. Também pesou nesta minha decisão a reminiscência de uma péssima experiência na serra da Estrela que culminou no segundo dia numa enormíssima asneira. Assim sendo, a minha viagem findava no Hostel Balck & White onde tínhamos dormido. Estava tudo bem comigo, contudo, mais um dia a levar com temperaturas acima da média iria resultar em asneira. Após comunicar a minha decisão ao Zé e ao Filipe, prontamente recusaram-se a continuar a viagem, invocando uma frase que tanto usamos: ..."ou vamos todos, ou não vai nenhum"... É um lema. Agora percebo que é um lema.
Como não os queria estar a condicionar com a minha decisão, insisti muito para que continuassem, no entanto recusaram sempre. São teimosos!
Este gesto, do Zé Carlos, e do Filipe marcou-me bastante. Posso dizer-vos que me deixam sem palavras para descrever o que senti com o vosso enorme gesto de amizade.
Como disse, e volto a repetir, é-me difícil transpor em palavras o que senti com o vosso gesto, como tal termino desta forma:

Obrigado meus AMIGOS.

Mas ainda temos um objectivo para cumprir, venha de lá o frio!

Boas pedaladas.