segunda-feira, 10 de maio de 2010

Zouparria e Almada qual a relação?

É o BTT pois está claro! É o BTT que une estes dois locais tão distantes e díspares um do outro.
Tudo começa com a recepção de um e-mail há uns meses na nossa mailbox. O assunto deste email é um sugestivo: ..."Olá companheiros do pedal"... e depois o desenvolvimento: ..."Olá, o meu nome é Jorge Castro e"... E foi assim que estabelecemos contacto através das fabulosas para uns, famigeradas para outros, novas tecnologias.
E o que queria o amigo Jorge e o seu grupo de amigos? perguntam vocês.
Não queriam mais do que andar de bike. Conhecer novos lugares. Travar novas amizades. Em suma vir à descoberta de novas emoções.
Foi isto que tentámos proporcionar ao Jorge e ao três amigos que o acompanharam nesta aventura que é andar de bike com a malta do BTT Aventura e Desporto. Isto não é malta fácil de aturar. E é malta que gosta de BTT por lugares por vezes muito pouco convencionais.
Programámos uma volta com o maior número de single tracks possíveis conforme nos pediram. Fizemos convites a alguns amigos para nos ajudarem nesta recepção e restava aguardar pelo dia, 9 de Maio de 2010.
O dia chegou, e apesar da chuva dos dias anteriores tivemos uma manhã bem agradável. Por volta das 8h30 os homens de Almada estavam a chegar à Zouparria, os habituais cumprimentos, e era hora de começar a aquecer os motores. Fizemos uma pequena deslocação até ao Pavilhão da Associação de Vila Verde, local de concentração de toda a malta. À hora marcada estavam presentes 17 homens do pedal que foram partilhando as novidades, deixando umas piadas a circular, contando as peripécias da profissão de maquinista, até houve tempo de repor o óxido nitroso numa das bicicletas.
Saímos do pavilhão de Vila Verde em direcção à zona do Casal dos Carecos, onde entrámos nos trilhos em direcção a Andorinha. No percurso do Casal do Carecos para os Casais de Vera Cruz encontrámos a primeira passagem técnica do dia. Um single track com uns patamares e uma raízes de pinheiros que proporcionou os primeiros encontros imediatos com o mato. Dos Casais de Vera Cruz até à entrada para pista de motocross de Andorinha percorremos mais uns caminhos pelo pinhal fora. De Andorinha descemos em direcção a Portunhos, passando por um ou outro carreiro.
A chegada a Portunhos marcava um ponto de viragem no tipo de trilho a percorrer. Os single tracks começaram a ser referência. Tivemos single tracks junto à variante de Portunhos, na zona envolvente à Pena, onde voltámos a percorrer o single track que abrimos na passada semana. E antes da paragem da manhã para retemperar forças, percorremos o já famoso single track da pedreira na Pena.
Na Pena, o nosso amigo Madeiras levou-nos a bucha da manhã. A hora já ia adiantada, e a malta já ansiava por uma paragem para retemperar forças.
Após a bucha, percorremos o carrossel de single tracks entre a Pena e a Povoa da Lomba. Na Povoa da Lomba era hora de percorrermos o famoso Trilho do Sarilho. Continua maravilhoso como sempre. Muito obrigado a quem cuida deste trilho maravilhoso.
Como tudo o que é bom acaba depressa e a hora já ia adiantada, encetámos o regresso a casa subindo desde Portunhos para a zona da Ameixoeira. Objectivo descermos para a "serrana" e subirmos para S. Marcos. E o objectivo foi cumprido, ainda nos cruzámos com a malta dos jipes, que andavam a chafurdar na "serrana".
Ao chegarmos a S. Marcos tivemos uma agradável surpresa. O Sérgio(mano Ripa) presenteou-nos com uma deliciosa jeropiga. Bebericámos, tirámos mais uma foto de grupo, seguimos para Vila Verde onde tomámos um banho e terminámos a manhã com uma almoçarada.
Foi um prazer recebermos estes amigos de Almada. Foi uma privilégio mostrar-vos o que a nossa zona tem de melhor. Até breve!
Para quando a volta na serra de Palmela? Será que a jeropiga chegou a Almada?
Domingo estamos de volta.
Boas pedaladas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vídeo PUF - Rotas do Ouro

Finalmente está concluído. Ouçam o rufar dos tambores, ouçam o rebentar dos foguetes, ouçam o jubilo da plateia, ouçam o trautear do apresentador. Ai veeeeemmmmm... o vídeo do PUF - Rotas do Ouro, em Jales, Vila Pouca de Aguiar.

Esperemos que gostem.

Boas pedaladas.


domingo, 2 de maio de 2010

Mais um com a chancela do BTT Aventura e Desporto

Após um fim-de-semana a pedalar por outras andanças, regressámos ao trilhos caseiros.

Marcámos ponto para não variar na ponte dos Casais. Apareceram: o Filipe, o Zé Carlos, o Ripa, o Vrunnno(será que se escreve com um, dois, ou três "N's"?), o Nuno e o Diogo.
Dois dedos de conversa, e segue caminho em direcção a Ançã. Em Ançã, era hora de dar inicio à manhã de single tracks. Seguiu-se Portunhos, com uns quantos single tracks. Depois as imediações da Pena e foi aqui nesta zona que voltámos a deixar a nossa marca. Mas primeiro uma pequena analepse. Vamos para a máquina do tempo » retorno ao passado 15 dias para trás. O Michael J. Fox está de volta.
..."a partir daqui era hora de procurar novos trilhos, hora de galgar mato. E o quão sadio que estava, as nossa pernas é que sofreram"... (ver post de dia 18 de Abril de 2010).
Voltamos para a máquina do tempo » retorno ao presente. E ouve-se:

- Oh Zé o caminho é por ai? (interpelou alguém)

- Por aqui é uma verdadeira auto-estrada! Já passámos por lá!(responde o Zé).

- Mas por ai o caminho está fechado. (o outro alguém).

- Não te preocupes, está no hora de por mãos à obra. (o Filipe e o Zé em couro. Melhor, em falsete).
E assim foi, após uns 20 minutos de limpeza abrimos mais um single track no meio de um belo pinhal. Este é a subir, com muitas curvas e um tronco de um pinheiro descascado no caminho(obra do Vrunno) para dificultar ainda mais a coisa. Mais um com a chancela do BTT Aventura e Desporto.
Com a sensação de dever cumprido, mas com vontade de percorrer mais uns quantos single tracks, era hora de subir junto ao restaurante na Pena, para mais uns minutos de divertimento. E finalmente chegámos à Pena, após tantas ameaças.
Na Pena fizemos uma paragem estratégica no bar da Associação Recreativa, Cultural, Social, Presidencial, e Desportiva da Pena (passo a redundância). Como a malta estava com fome e após uma breve negociação lá nos arranjaram qualquer coisa para comer. Umas belas sandes de Chanfana. Uma maravilha.
Já mais compostos era hora de voltar aos single tracks em direcção à Povoa da Lomba. Às portas da Povoa da Lomba o Ripa resolveu rebentar com um pneu. O pneu e câmara entregaram alma ao criador. Solução: trocar câmara, envolver o pneu numa fita, super, mega, hiper resistente e regressar a casa. O Trilho do Sarilho fica para a próxima semana.
Para a semana há mais.

Boas pedaladas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PUF - Rotas do Ouro

PUF Rotas do Ouro, Vila Pouca de Aguiar. Foi onde estivemos no 25 de Abril. O dia da Liberdade. O Dia da revolução dos Cravos.

Mas não fomos para Vila Pouca de Aguiar para comemorar o 25 de Abril, fomos dar ao pedal. Fomos conhecer a região. Fomos conhecer as gentes da zona. Fomo-nos deleitar com a gastronomia da região. Fomos beber uns tintos. Em suma, fomo-nos divertir.
Dada a distância a que estamos de Vila Pouca de Aguiar, e como a nossa deslocação teria de ser feita no sábado tivemos a companhia das nossas mulheres, namoradas, filhos, cães e periquitos no fim-de-semana.
Alguns de nós rumaram logo no Sábado de manhã em direcção a Vila Pouca de Aguiar, não sem antes fazerem uma paragem estratégica na Régua para uma almoçarada na "Xanoca".
Os restantes seguiram ao fim do dia de sábado para Vila Pouca de Aguiar.
Ao fim da noite lá estava a trupe toda reunida e muito animada, com uma sessão de saltos em comprimento à porta da Albergaria.
Após uma noite de descanso da cansativa sessão de saltos em comprimento, o dia da Liberdade começou logo bem cedo, por volta das 7h. Pequeno-almoço, indecisão se seguiríamos para o local de partida do PUF de bike ou de carro. Distava a 12 quilómetros aproximadamente, 6 deles a subir. Após as ameaças de uns, um aquecimento com um jogo de badminton de outros, o Paulo e o Zé seguiram para Campo de Jales (local de concentração) de bike, e o resto da malta foi de carro. Uns mandriões!
E quem foram os mandriões? Perguntam vocês. O Filipe, o Ripa, o Valdemar, o Trigo, e o Nuno. Os homens de barba rija já sabem quem são, no entanto cá vai novamente: o Paulo e o Zé Carlos.

Infelizmente faltou o Manuel. Resolveu aparar as unhas com uma rebarbadora mas a coisa correu mal. Nada de muito grave, as melhoras!
Falta mencionar as mulheres, namoradas e filhos que nos acompanharam no fim-de-semana. Uma ganda trupe!
Vamos ao que nos levou até Campo de Jales. O passeio.

O passeio, foi exemplarmente organizado pelos irmãos Favaios. Tinha uma particularidade muito interessante, era guiado, não havia fitas para seguir. Um passeio à moda antiga. Como se fazia antigamente. E tinha uma extensão de 50 quilómetros.
Os primeiros quilómetros do passeio foram verdadeiramente fantásticos. O terreno que os nossos pneus pisaram caracterizou-se pela muita laje de granito, alguns single tracks, calçada romana, o saltitar de seixo em seixo para atravessar ribeiros, sempre ladeados por uma paisagem deslumbrante.
Após esta parte inicial que nos deixou completamente deslumbrados, fizemos uma ou outra passagem por aldeias circundantes, uma descida alucinante num estradão que parecia estar coberto de manteiga (escorregava um bocadito) e umas passagens por zonas de bosque. De realçar a amabilidade das gentes que fomos encontrado pelo caminho, sempre muito simpáticas e bem dispostas com a malta das bicicletas que ia invadindo pacificamente as suas terras.
Com o passar dos quilómetros e das horas, a fome começou a apertar. Os irmãos Favaios escolherem um belíssimo local para o reforço. Umas minas abandonadas, um local bem bonito e que proporcionou umas fotos de belo efeito. A chegada a este local era bem interessante. Em single track pois está claro!
Após o repasto era hora de ajustar "estratégias". A esta altura os nossos conta-quilómetros marcavam 25 quilómetros. Alguma da malta já acusava o terreno acidentado e técnico até então, era hora de decisão para alguns dos participantes. Um breve briefing dos organizadores prevenindo as dificuldades que se avizinhavam nos próximos 10 quilómetros ditou a divisão dos 200 participantes do passeio. A malta que não estava tão fresca atalhou um pouco e fugia aos 10 fastidiosos quilómetros classificados pela organização.
A malta para não fugir à regra foi pela parte mais dura. E não foi nada do outro mundo. Perguntem ao Paulo se ele utilizou a prato de 22 dentes. Ou perguntem ao Filipe se ele não passou com a "mota" em todo lado. Ou perguntem ao camarada que por lá andava de single speed. E ao Zé que até voltava para trás nas subidas. Tinha umas "subidecas"! No entanto, para a malta menos preparada não era fácil.
Estes 10 quilómetros passaram rapidamente. O terreno mudou um pouco, encontrámos algumas zonas de bosque com cedros, estradões e um ou outro single track. Esta parte do percurso trouxe-nos reminiscências da Lousã. Este tipo de paisagem manteve-se nos quilómetros seguintes. Já próximo do final do passeio voltámos a encontrar terreno igual à parte inicial, onde o granito era factor dominante.

Para finalizar a manhã e depois do banho os irmãos Favaios reservaram uma surpresa para todos os participantes e acompanhantes. Uma belíssima almoçarada e convivo entre todos.

Parabéns pela fantástica organização. De frisar que tudo isto teve uma inscrição de: € 0,00. Leram bem foi um passeio completamente gratuito. As gentes de Campo de Jales estão de parabéns pela forma como receberam todos os participantes, pelo belo dia que nos proporcionaram e pelo forma extremamente sábia como promoveram a sua terra.

PARABÉNS a todos.

Após todas estas emoções vividas era hora de rumar a Coimbra. Ainda fizemos uma paragem em Lamego para visitar o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios onde descemos e subimos a sua longa escadaria.
Terminámos o dia em Viseu com uma bela jantarada.

Para quando mais? Aqui fica a pergunta.

Boas pedaladas.