São três semanas de pura letargia, de um torpor, uma apatia, uma inércia incomensurável. É difícil deixarmos de fazer as coisas de que gostamos muito. É difícil deixarmos de poder pedalar com os amigos, nem escrevia no blog, temos tido a belíssima colaboração do amigo Zé Carlos, chega-se ao ponto de sentir saudades dos amigos (apesar da rabechice que isto possa soar) .
Tenho-o sentido bem na pele nestas últimas três semanas, contudo desde quinta-feira passada que as coisas estão a melhorar. Já não tenho a tala no dedo, os movimentos ainda são parcos, mas com calma vamos lá, e mais uns dias voltou a andar "Sobre" a minha bicicleta.
Voltando à dissertação.
Na quinta-feira passada, tinha feito um teste aos Puma, e deixaram boas impressões. Hoje foi o teste final.
9h da manhã, e após um aquecimento inicial da borracha, era hora de voltar à vida activa. O que fui fazer, corta-mato, trail, corrida? Não sei como lhe poderemos chamar. Mas eu vou chamar-lhe um "reviver de emoções". É fantástico sentirmos o vento frio na cara, inebriarmo-nos com o aroma do eucalipto que inspiramos até aos nossos pulmões, sentirmos o salpicar da lama nas pernas, o pés húmidos da poças de água que pisamos, e até os tropeções que damos nas pinhas.
Isto foi o que vivi esta manhã na corrida que fiz. E descobri também que é uma vertente bem agradável, não substitui a bicicleta, mas existe uma cumplicidade e complementaridade entre ambas. Uma experiência a repetir sem dúvida. Fiz pouco mais de 12km, em sensivelmente 1h20, e cheguei a casa com um ligeiro empeno. Já trago uma lição para o futuro, imprimir um ritmo mais constante e consistente.
Já chega de dissertar, divagar, encontramo-nos quem sabe no Eiras Single Track.
Uma última palavra para o amigo Nini: o trail, a corrida, o corta-mato é bem divertido!
Boas... corridas e também pedaladas.