segunda-feira, 4 de maio de 2009

Domingo, voltámos a atacar

Após a volta da passada sexta-feira, ontem voltámos novamente ao selim.

Foi uma participação considerável a de Domingo, eu, Zé Carlos, Filipe, os manos Ripa, Daniel, Paulo 530cv.
Marcámos ponto às 8h30 na ponte dos Casais e resolvemos ir tomar o pequeno-almoço à padaria Coimbra a Cantanhede, com passagem pelos inúmeros single traks da zona.
A manhã começou muito bem... O Ripa a cortar o pneu e a resolvermos o problema com um bocado de câmara de ar por dentro de pneu para seguirmos viagem. Tudo tem solução!O ritmo foi sempre vivo até à famigerada padaria Coimbra. Famigerada, porque por um motivo ou outro nunca tínhamos lá ido e aos meses que falávamos na bendita padaria.

O regresso foi feito novemente a percorrer single tracks a mais de 30km/h para desespero de alguns e gáudio de outros.

Para a semana teremos mais aventuras e na companhia dos nossos amigos da Sertã.

Boas pedaladas.

domingo, 3 de maio de 2009

1º de Maio | Dia do Trabalhador

No dia 1º de Maio, em vez de participarmos nas inúmeras manifestações espalhadas pelo país do, resolvemos ir precorrer uns trilhos para Lousã.

Não visitávamos a Lousã há muito tempo e após a proposta do Filipe no decorrer da semana para percorrermos o segundo dia do GeoRaid da Lousã do ano trasacto, proposta que foi aceite de imediato, fizemo-nos ao caminho, não sem antes falarmos com o Zé Carlos para partilhar a sua companhia. Combinámos o ponto de encontro, que seria na ponte da Portela, para depois seguirmos para a Lousã num único carro.

Já na Lousã e após a montarmos as bicicletas, tomámos o segundo pequeno-almoço e lá nos fizemos ao caminho.
Os primeros 30 quilómetros, mais coisa menos coisa não têm grande história, subimos ao Trevim e como não há bela sem senão, contornámos a serra e voltámos desta vez a subir ao S. António da Neve. Na subida tivemos oportunidade de contemplar a bela paisagem da serra da Lousã e digo-vos que tinha saudades. A serra nesta época do ano está sempre muito colorida e bonita.

Após o S. António da Neves foi sempre a descer até à aldeia de Aigra Nova, uma aldeia de xisto no lado de Gois. Foi aqui na aldeia que tivemos uma bela surpresa. "Presentearam-nos" com uma broa ainda quente de centeio acompanhada por um belo queijo de cabra. Ficou registado para futuras visitas. Uma delícia.
Após o repasto, seguimos caminho por uma zona muito rápida e plana onde se atingia uma velocidade engraçada. Mas foram nos últimos quilómetros que tivemos a grande surpresa do dia. Tivemos de atravessar um rio com a bicicleta às costa num local com uma paisagem fantástica. As fotos ilustram o melhor possível o local.

Ainda tivemos tempo para precorrer o único single track do percurso (coisa que não falta para aquelas bandas!), digo único porque o percurso percorreu essencialmente zonas de caminhos largos e os habituais estradões.
Foi uma bela manhã de BTT, com algumas belas surpresas, 67 quilómetros e 2000 metros de desnível acumulado e a descoberta de uma zona da serra até agora desconhecida.

Boas pedaladas.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Geo-Raid um evento épico 2º Dia

Após o anterior longo dia de BTT, a organização resolveu não dar descanso aos participantes e prepararam mais um dia fantástico de BTT.

No segundo dia o João Elvas e o Vasco acertaram com o caminho! No dia anterior resolveram fazer tudo o percurso ao contrário, ou seja começaram o percurso pelo sitio de chegada... Gandas malucos! No entanto no segundo dia para se vigarem realizaram uma execelente clasificação terminaram em sétimo lugar, contudo o erro do primeiro dia claudicou uma boa classificação na geral.


2º Dia:

Para o último dia do GeoRaid a organização reservou-nos 71 quilómetros e mais de 2000 metros de desnível acumulado.

No dia anterior tinha havido uma ameaça, mas desta vez não errámos e atrasámo-nos mesmo. Tivemos de sair no segundo grupo nada de grave.
Os primeiro 20 quilómetros foram feitos na antiga linha ferroviária do Vouga, o Paulo o meu companheiro(maquinista) estava a sentir-se em casa... É um local bem bonito, e o tipo de piso convidada a que se dê ao pedal, apesar de ser em constante subida. Após estes 20 quilómetros iniciais começávamos a entrar na zona circundante à serra do Caramulo, onde a presença do granito começava a contrastar na nossa memória com a presença constante de xisto do dia anterior.
Antes de atacarmos a maior subida do dia, percorremos um single track fantástico, maravilhoso, fenomenal... entre outros adjectivos agora não me ocorrem. Um verdadeiro carrossel, serpenteando pelo meio de Carvalheiros e Castanheiros, com granito e terra húmida que dava uma tracção espectacular. Três quilómetros de sonho.

Depois deste enamoramento que levávamos os mais de quinze quilómetros que tínhamos para vencer até ao marco geodésico de Janus foram uma bricadeira de crianças. Pelo meio tivemos oportunidade de apurar a técnica, a organização presenteou-nos com algumas partes da subida em calçada romana, verdadeiramente espectacular.

Após o geodésico de Janus, fizemos um percurso muito rápido na companhia das eólicas e começávamos a descida para S. Pedro do Sul entre zonas rápidas, de calçada romana e atravessando algumas aldeias.

Contudo, antes da chegada a S. Pedro do Sul ainda voltámos a subir. Subimos à Senhora do Castelo para de seguida entrarmos num single track muito rápido, com algumas zonas para suster a respiração. Ligámos o pisca e foi ultrapassar, quando nos deixavam.

Conseguimos chegar dentro do tempo limite, foi a queimar mas conseguimos.

Este segundo dia foi mais ao meu gosto, essencialmente pelo tipo de terreno em que andámos e pelos inúmeros single tracks que percorremos.
Agora é o momento de começar a pensar na próxima aventura, quem sabe o GeoRaid da Serra da Estrela.

Para recordar:
  • 72,66 Km;
  • 5:37:29 em cima da bicicleta;
  • 2000 metros de desnível acumulado.
Este dorsal deu-me gozo transportar...


Boas pedaladas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Geo-Raid um evento épico 1º Dia

Os dias 25 e 26 de Abril de 2009 vão ficar-me na memória e existirão constantes reminiscências destes dois dias de BTT épicos.

O evento GeoRaid é organizado com o máximo profissionalismo. Tudo começa desde o momento que efectuamos a nossa inscrição através de um simples e-mail/web link até ao momento em que a organização encerra evento. Neste período que é aproximadamente de um mês e meio os participantes recebem informação muito variada: desde locais onde poderemos pernoitar, pontos de interessse da cidade onde se raliza o GeoRaid, os tracks GPS fulcrais para o desenrolar do evento, até as previsões meteorológicas para o fim-de-semana em que se realiza o evento, entre outra informação.

Antes de iniciar o relato deste dois dias, deixo um conselho para quem pensa participar num futuro GeoRaid e nunca participou em nenhum GeoRaid, treinem muito as pernas, treinem a vossa cabeça e não se esqueçam de treinar também a navegação com GPS.

1º Dia:

Para o primeiro dia tínhamos reservados 110 quilómetros e mais de 4000 metros de desnível acumulado.

A hora da nossa partida estava marcada para as 8:26 e para não fugir à regra chegámos mesmo a queimar a hora.
Como primeira grande dificuldade do dia tínhamos a subida ao S. Macário da qual eu tanto já tinha ouvido falar e encarei com muito respeito. No entanto, não considerei uma subida exigente como me tinham pintado o quadro. Após o S. Macário pedalámos no topo da serra na companhia da eólicas num constante sobe e desce até atacarmos um novo ponto, o Portal do Inferno. A partir daqui até Regoufe foi sempre a descer. Após Regoufe voltámos a subir e voltámos a atacar uma nova subida para Mato Belide que no meu entender nos proporcinou o momento mais bonito do primeiro dia do GeoRaid. Um momento único, a fenomenal descida para Drave, super técnica e num constante saltitar de laje para laje de xisto. Grande parte da descida é feita a vermos a aldeia no fundo do vale, é uma imagem que tenho na retina e não consigo explicar a beleza do local. É lindo!

Em Drave aproveitámos para comer qualquer coisa antes de atacarmos a subida à serra da Fadeira, esta sim interessante, técnica e com uma inclinação boa. De seguida voltávamos a descer e como é óbvio voltávamos a subir até ao ponto mais alto da serra da Arada. Todo este percurso foi muito bonito sempre no coração da serra e na companhia única e singular da Natureza. Tivemos uma descida longa com passagem por uma aldeia onde aproveitámos para efectuar uma paragem e comer uma sandes num cafézinho.

Como seria de esperar voltámos ao ritmo do dia, ou seja subir e subir muito passando pelo geodésico do Cando, pelo Junqueiro e uma descida longa até Manhouce, onde atacámos a última grande subida do dia e já levávamos mais de 80 quilómetros nas pernas e perto de 3000 metros de desnível acumulado. Foi uma longa subida até à Fontanheira onde iniciámos a descida para S. Pedro do Sul não sem antes pararmos num café para resolver um problema de pilhas para um dos GPS aproveitando para comer qualquer coisa. A descida até S. Pedro do Sul foi boa, no entanto ainda havia pelo meio umas subidas para completar os 4000 metros de desnível.

Chegámos à zona de meta já muito perto das 20h e infelizmente fora da hora limite de chegada, 10 minutos de atraso, por ou outro motivo que não estavam previstos. Tínhamos passados os 5 controles espalhados pelo percurso sempre dentro do tempo previsto, fica para a próxima.

Para recordar fica um dia fantástico e muito duro de BTT, de grande entreajuda entre quatro amigos (Nuno, Paulo, Trigo, Filipe) para vencer esta enorme aventura.

Para recordar ficam:
  • 109,96km;

  • 9:16:54 em cima da bicicleta;

  • 4000 metros de desnível acumulado.

Boas pedaladas.