Geo-Raid um evento épico 2º Dia
Após o anterior longo dia de BTT, a organização resolveu não dar descanso aos participantes e prepararam mais um dia fantástico de BTT.
No segundo dia o João Elvas e o Vasco acertaram com o caminho! No dia anterior resolveram fazer tudo o percurso ao contrário, ou seja começaram o percurso pelo sitio de chegada... Gandas malucos! No entanto no segundo dia para se vigarem realizaram uma execelente clasificação terminaram em sétimo lugar, contudo o erro do primeiro dia claudicou uma boa classificação na geral.

2º Dia:
Para o último dia do GeoRaid a organização reservou-nos 71 quilómetros e mais de 2000 metros de desnível acumulado.
No dia anterior tinha havido uma ameaça, mas desta vez não errámos e atrasámo-nos mesmo. Tivemos de sair no segundo grupo nada de grave.Os primeiro 20 quilómetros foram feitos na antiga linha ferroviária do Vouga, o Paulo o meu companheiro(maquinista) estava a sentir-se em casa... É um local bem bonito, e o tipo de piso convidada a que se dê ao pedal, apesar de ser em constante subida. Após estes 20 quilómetros iniciais começávamos a entrar na zona circundante à serra do Caramulo, onde a presença do granito começava a contrastar na nossa memória com a presença constante de xisto do dia anterior.
Antes de atacarmos a maior subida do dia, percorremos um single track fantástico, maravilhoso, fenomenal... entre outros adjectivos agora não me ocorrem. Um verdadeiro carrossel, serpenteando pelo meio de Carvalheiros e Castanheiros, com granito e terra húmida que dava uma tracção espectacular. Três quilómetros de sonho.
Depois deste enamoramento que levávamos os mais de quinze quilómetros que tínhamos para vencer até ao marco geodésico de Janus foram uma bricadeira de crianças. Pelo meio tivemos oportunidade de apurar a técnica, a organização presenteou-nos com algumas partes da subida em calçada romana, verdadeiramente espectacular.
Após o geodésico de Janus, fizemos um percurso muito rápido na companhia das eólicas e começávamos a descida para S. Pedro do Sul entre zonas rápidas, de calçada romana e atravessando algumas aldeias.
Contudo, antes da chegada a S. Pedro do Sul ainda voltámos a subir. Subimos à Senhora do Castelo para de seguida entrarmos num single track muito rápido, com algumas zonas para suster a respiração. Ligámos o pisca e foi ultrapassar, quando nos deixavam.
Conseguimos chegar dentro do tempo limite, foi a queimar mas conseguimos.
Este segundo dia foi mais ao meu gosto, essencialmente pelo tipo de terreno em que andámos e pelos inúmeros single tracks que percorremos.
Agora é o momento de começar a pensar na próxima aventura, quem sabe o GeoRaid da Serra da Estrela.
Para recordar:
- 72,66 Km;
- 5:37:29 em cima da bicicleta;
- 2000 metros de desnível acumulado.
Este dorsal deu-me gozo transportar...

Boas pedaladas.

A hora da nossa partida estava marcada para as 8:26 e para não fugir à regra chegámos mesmo a queimar a hora.

Anexo fotos de alguns dos lugares por onde passámos.
Por curiosidade, deixo o gráfico com o perfil de altitude da nossa volta.

Após uns avanços e recuos devido à chuva, lá nos fizemos serra acima para queimar umas calorias para justificar o almoço. Grande parte da manhã foi passada a subir. Subimos, voltámos a subir e mais subida sempre na companhia de nevoeiro, um ou outro aguaceiro e frio. Mas como tudo o que sobe também desce, começámos a descida para a Benfeita, local que tínhamos definido parar para aconchegar o estômago e onde chegámos às 12h e 1200 metros de desnível acumulado nas pernas. No café do lugar comemos umas belas sandes de queijo na companhia das gentes bem simpáticas do lugar.
Da Benfeita, seguimos em direcção a Coja para fazermos mais uma paragem para um cafézito para aquecer o coração e daqui voltarmos a entrar no pinhal para percorrermos mais uns quilómetros ao mais puro estilo "rompe piernas". O trilhos que percorremos da parte da tarde eram muito bonitos, sempre em zona de pinhal e uma ou outra passagem por aldeias que estão no meio da serra. Percorremos também alguns single tracks, tendo sido o melhor deles, um que foi aberto pela malta do down hill. Um single track com drops pelo meio e algumas paredes para saltar. Este single track é belíssimo desce a encosta toda e termina no rio Alva.
Como existe sempre a cereja no topo do bolo, após o single track percorremos um caminho na companhia do rio Alva até à praia fluvial de Sarzedo onde parámos para comer uma bela bifana.
Após a bifana, percorremos mais uns caminhos com destino a Arganil e terminámos o passeio a percorrer um single track escondido no meio de uns sobreiros que nos veio deixar junto à casa do amigo Mateus.
